SINAL DIGITAL
Dispositivos digitais reconhecem apenas dois sinais um com voltagem nível
alto, geralmente acima de 5 volts (representado por H de "high" - alto, ou por
1); outro com voltagem em nível baixo sendo comum o aterramento 0 volt
(representado por L de "low" - baixo, ou por 0). O sinal H é visto em gráficos
como parte superior da onda quadrada, e o L como parte inferior. Existe ainda
um terceiro estado "tristate", que é exatamente a ausência de níveis lógicos.
Nesta condição o terminal se comporta como se estivesse fora do circuito, não
participando das operações. Chamamos de "bit" cada sinal lógico. Uma sequência
de 8 bits é denominado "byte". Portanto na figura 1-1 temos 1 byte, que pode
ser escrito 10110010.
|
|
| figura 1-1 |
Quando um dispositivo digital necessita de aplicação de sinal em nível H para funcionar dizemos que é "lógica positiva" ou "ativo alto". A "lógica negativa" ou "ativo baixo" ocorre na aplicação de sinal nível baixo L para por em atividade o dispositivo. Este último caso é muito frequente e convencionou-se que uma entrada de lógica negativa tenha uma barra acima de seu símbolo.
Assim, o microprocessador 6507 (utilizado no ATARI) tem seu pino 1 representado por RES (de RESET). Quando é aplicado ali um sinal de nível L ele é ativado e reseta, isto é, recomeça o programa. Observe que para se executar normalmente o programa é necessário que esse pino 1 seja mantido em nível H durante todo o tempo.
Graficamente, coloca-se no símbolo do componente uma "bolinha" nos terminais que empregam lógica negativa. Na figura abaixo (1-2) temos um caso típico, um circuito integrado (CI) que precisa do sinal CE em nível L para começar a funcionar.
| figura 1-2: lógica de ativação de terminais (A e B) lógica negativa, (C) lógica positiva |
Na figura 1-2 a letra (B) é equivalente a (A), bastando colocar a barra em CE. Um terminal sem a bolinha ou sem barra na sua indicação usa lógica positiva, onde vemos na letra (C).